11 Fevereiro 2010
 
"A revista Domingo Magazine (suplemento do Diário do Notícias) dá destaque à questão da literacia da informação: Geração Copy/Paste.
Num artigo que apresenta algumas das conclusões de um estudo em Ciência da Informação, coordenado por Armando Malheiro, da Universidade do Porto que tem como título: A Literacia informacional no Espaço Europeu do Ensino Superior (EEES): estudo da situação das competências da informação em Portugal.
Apesar do artigo estar bem escrito e apresentar dados bastante interessantes, os resultados não são totalmente novidade para quem trabalha em bibliotecas (públicas) e regularmente lida com os chamados pré-adolescentes ou os acompanha nos trabalhos escolares.
A grande questão que se coloca é o que vamos nós, profissionais da informação ou as bibliotecas (escolares, públicas e universitárias), fazer para modificar este cenário? Qual será o nosso papel? De forma podemos contribuir para alterar este quadro de (i)literacia da informação?
Aqui ficam alguns dados interessantes:
"Os jovens de hoje são exímios utilizadores dos computadores e da internet mas nem por isso são gente mais informada. Pelo contrário. Apesar de 99 por cento deles possuírem e manipularem as novas tecnologias, manifestam uma confrangedora incompetência ao nível da pesquisa, selecção, tratamento e transformação da informação que seleccionam."
"A pesquisa mostra que ao excelente apetrechamento e manuseamento tecnológico dos jovens não se alia um bom desempenho das competências e capacidade na busca e uso da informação no quadro definido pelo Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES) e da sociedade da informação/conhecimento. "
"«Procurámos alargar o conceito de literacia no sentido de perceber não apenas como é que as pessoas buscam informação, mas também o tipo de necessidades que as levam a procurá-la e o modo como elas se relacionam com o meio envolvente, nomeadamente, a escola e a família», sintetiza Armando Malheiro. Que atenção é dada nas universidades – e se ela foi, ou não, já prestada no secundário – ao processo de busca, selecção, uso e transformação eficiente de fontes de informação diversas é a grande questão colocada pela pesquisa. "
"«Ficam satisfeitos com os primeiros resultados das buscas. Manifestam uma postura acrítica das fontes e dos resultados obtidos», observa o investigador, ensaiando uma possível explicação para a situação: «Sentem-se auto-suficientes porque dominam o acesso e as condições de acesso tecnológico.» A possibilidade e facilidade de acederem como e sempre que quiserem a um manancial gigantesco de dados parece conferir aos jovens um forte sentimento de apropriação da informação, libertando-os das tarefas mais duras de aquisição do conhecimento."
"USO DOS RECURSOS DA NET
> Lazer: YouTube, Hi5, Messenger, downloads lideram com taxas que chegam a ultrapassar os 50% nos alunos universitários e os 60% nos dos secundário para o caso, por ex. do Messenger.
> Websites de bibliotecas, B-On (Biblioteca Online) e bibliotecas digitais com as taxas mais baixas, não atingindo os 5% nos dois níveis de ensino.
"
"VISITAS À BIBLIOTECA ESCOLAR (BE) E DA FACULDADE (BF)
> 23,6% dos alunos do secundário e 15,9% do superior nunca visitaram bibliotecas desde o 1.º ciclo.
> Verifica-se uma maior afluência no 3.º ciclo (68,6% e 60,9% do secundário e do superior, respectivamente), seguido do 2.º ciclo (47% e 42,3%).
> Só uma minoria frequenta regularmente as bibliotecas. A maioria recorre a estes espaços para estudar.
"
"UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DAS BE/BF
No ensino secundário
> Mais de 50% não utilizam os recursos disponíveis nas bibliotecas (catálogo, biblioteca digital, catálogo electrónico, bases de dados), com excepção do acesso livre (mesmo assim, 26,5% nunca o utilizaram).
No ensino superior
> Alunos utilizam uma maior diversidade de recursos, mas a sua utilização é baixa. A opção «nunca» recolhe percentagens superiores a 33% e no caso do catálogo atinge os 52%.
> O acesso livre é o recurso mais utilizado, mas só 23,5% o faz frequentemente.
"
"VISITAS À BIBLIOTECA PÚBLICA (BP)
> Foi grande a percentagem de inquiridos que não responderam. Dos que responderam, metade (tanto do secundário como do superior) nunca usou os recursos disponíveis."
publicado por Biblo-ESARS às 21:37

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2009

Ano Internacional da Astronomia

20 Julho 1969

40 anos depois de ter a Lua

Imagem da Terra no horizonte da Lua, a partir da nave Apollo 11. O terreno lunar retratado fica na área do mar de Smyth, do lado claro. Os astronautas Neil Armstrong e Aldrin desciam no módulo "Eagle" para explorar a região do Mar da Tranquilidade na Lua.

Fonte: Nasa

Antes da Lua, o espaço.

O soviético Yuri Alekseievitch Gagarin, em 12 de Abril de 1961 a bordo da nave Vostok-1, tornara-se o primeiro homem a viajar pelo espaço.

Conquista

"Livre não sou, que nem a própria vida

Mo consente.

Mas a minha aguerrida

Teimosia

É quebrar dia a dia

Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.

Trago-a dentro de mim como um destino

E vão lá desdizer o sonho do menino

Que se afogou e flutua

Entre nenúfares de serenidade

Depois de ter a lua!"

in,Cântico do Homem

Miguel Torga

mais sobre a biblioteca
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Professora Bibliotecária
Ana Paula Gonçalves

Na grande biblioteca

"Na grande biblioteca os sábios sentam-se e lêem livros.

Eu sento-me no meio deles, mas não sei porquê.

De tempos a tempos um deles passa pelas brasas

E depois levanta-se para ir beber um café.

Eu deixo-me estar visto que sou o único entre eles que não sabe por que lê os livros empilhados à sua frente na secretária.

Lá fora o sol brilha, os esquilos saltitam no relvado e trepam pelas árvores.

Eu sento-me e leio.

Todos temos que fazer alguma coisa.

As pessoas passam na rua.

Têm coisas para fazer.

Eu leio e leio visto que não tenho mais nada para fazer, e o tempo passa devagar."

Jovan Hristic

Versão publicada por LP, “Do Trapézio, sem rede” às 14:02 a 9/Fev/2010 a partir da tradução inglesa de Charles Simic reproduzida em The Horse Has Six Legs - An anthology of serbian poetry, organização e tradução de Charles Simic, Graywolf Press, Saint Paul, 1992, p. 121

O Medo

"caminhar no deserto, reencontrar a magia das palavras e usá-las com maior ou menor inocência, como se as usássemos pela primeira vez, como se acabássemos de as desenterrar das areias. as palavras, esses oásis envelhecidos que me revestem o corpo como um trapo que sempre me tenha pertencido...

a partir desse momento acumulei infindáveis cadernos escritos; era esta a única maneira de remediar o medo e de não possuir nada, e de ter possuído tudo."

, Al Berto

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