27 Janeiro 2010

Não apaguem a memória 

 

“Eu estive aqui e ninguém contará a minha história”. Esta frase, escrita numa pedra em Bergen Belsen, poderia ter sido escrita em qualquer outro campo de concentração ou extermínio.

Esta frase levou Luís Sepúlveda a compreender que tinha que contar muitas das histórias que conheceu ao longo de anos, na sua vida de andarilho, histórias de homens e mulheres que encontrou.

Sepúlveda encontrou, em Rosas de Atacama, palavras simples e nobres para contar o encanto de uma humanidade que nos reconcilia com a vida, apesar de tudo e, tal como ele, ficarmos maravilhados com flores vermelhas colorindo um Deserto como o de Atacama.

 

publicado por Biblo-ESARS às 23:44

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Ano Internacional da Astronomia

20 Julho 1969

40 anos depois de ter a Lua

Imagem da Terra no horizonte da Lua, a partir da nave Apollo 11. O terreno lunar retratado fica na área do mar de Smyth, do lado claro. Os astronautas Neil Armstrong e Aldrin desciam no módulo "Eagle" para explorar a região do Mar da Tranquilidade na Lua.

Fonte: Nasa

Antes da Lua, o espaço.

O soviético Yuri Alekseievitch Gagarin, em 12 de Abril de 1961 a bordo da nave Vostok-1, tornara-se o primeiro homem a viajar pelo espaço.

Conquista

"Livre não sou, que nem a própria vida

Mo consente.

Mas a minha aguerrida

Teimosia

É quebrar dia a dia

Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.

Trago-a dentro de mim como um destino

E vão lá desdizer o sonho do menino

Que se afogou e flutua

Entre nenúfares de serenidade

Depois de ter a lua!"

in,Cântico do Homem

Miguel Torga

mais sobre a biblioteca
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Professora Bibliotecária
Ana Paula Gonçalves

Na grande biblioteca

"Na grande biblioteca os sábios sentam-se e lêem livros.

Eu sento-me no meio deles, mas não sei porquê.

De tempos a tempos um deles passa pelas brasas

E depois levanta-se para ir beber um café.

Eu deixo-me estar visto que sou o único entre eles que não sabe por que lê os livros empilhados à sua frente na secretária.

Lá fora o sol brilha, os esquilos saltitam no relvado e trepam pelas árvores.

Eu sento-me e leio.

Todos temos que fazer alguma coisa.

As pessoas passam na rua.

Têm coisas para fazer.

Eu leio e leio visto que não tenho mais nada para fazer, e o tempo passa devagar."

Jovan Hristic

Versão publicada por LP, “Do Trapézio, sem rede” às 14:02 a 9/Fev/2010 a partir da tradução inglesa de Charles Simic reproduzida em The Horse Has Six Legs - An anthology of serbian poetry, organização e tradução de Charles Simic, Graywolf Press, Saint Paul, 1992, p. 121

O Medo

"caminhar no deserto, reencontrar a magia das palavras e usá-las com maior ou menor inocência, como se as usássemos pela primeira vez, como se acabássemos de as desenterrar das areias. as palavras, esses oásis envelhecidos que me revestem o corpo como um trapo que sempre me tenha pertencido...

a partir desse momento acumulei infindáveis cadernos escritos; era esta a única maneira de remediar o medo e de não possuir nada, e de ter possuído tudo."

, Al Berto

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