09 Novembro 2009

 

Hoje festejam-se os 20 anos depois do Muro de Berlim. Ainda que muitos existam, tão diferentes e iguais aos de Berlim.

 

E no entanto, a História lembra-nos a urgência de não esquecermos 1938,  o dia 9 de Kristallnacht, a Noite de Cristal ou O Pogrom de Novembro.

 

" Kristallnacht, a Noite de Cristal, ou O Pogrom de Novembro, marcou o início da marcha macabra para uma das páginas mais negras da História da humanidade. Nas noites de 9 e 10 de Novembro de 1938, numa manobra cuidadosamente orquestrada por Joseph Goebbels – o chefe da propaganda nazi –, por toda a Alemanha e nos recém conquistados territórios da Áustria e Sudetenland (Checoslováquia), as populações judaicas foram vítimas de atentados e ataques continuados nas ruas, em suas casas e nas sinagogas, naquele que seria o maior pogrom da história. Pogromnacht. Pelo menos uma centena de judeus foram assassinados e largas centenas ficaram feridos; cerca de duas mil sinagogas foram incendiadas; perto de 8 mil lojas e escritórios propriedade de judeus foram pilhados e destruídos; cemitérios e escolas judaicas foram vandalizados; mais de 30 mil judeus foram presos e enviados para campos de concentração.
Para os judeus alemães as restrições haviam começado muito antes da Kristallnacht e leis e medidas anti-judaicas eram já aplicadas há vários meses. Entre as numerosas directivas, os cidadãos judeus eram obrigados a declarar todos os seus bens; as suas empresas e pequenas lojas tinham de ser registadas e expressamente sinalizadas; os inquilinos judeus perderam todos os seus direitos legais; médicos, advogados e professores judeus foram proibidos de exercer as suas profissões. Todos os judeus alemães passaram também a ser obrigados a possuir um passaporte especial, marcado com um “J”, e um nome próprio foi acrescentado a cada judeu: “Israel”, para os homens; “Sarah”, para as mulheres.
Kristallnacht, ליל הבדולח, fora “uma bofetada no rosto da Humanidade”, como lhe chamou Elie Wiesel.

Mas o mundo ignorou os sinais e voltou a face. O Holocausto (shoá, שואה) estava à porta."

Published by  Nuno Guerreiro Josué at 11/9/2004

 

publicado por Biblo-ESARS às 13:15

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Ano Internacional da Astronomia

20 Julho 1969

40 anos depois de ter a Lua

Imagem da Terra no horizonte da Lua, a partir da nave Apollo 11. O terreno lunar retratado fica na área do mar de Smyth, do lado claro. Os astronautas Neil Armstrong e Aldrin desciam no módulo "Eagle" para explorar a região do Mar da Tranquilidade na Lua.

Fonte: Nasa

Antes da Lua, o espaço.

O soviético Yuri Alekseievitch Gagarin, em 12 de Abril de 1961 a bordo da nave Vostok-1, tornara-se o primeiro homem a viajar pelo espaço.

Conquista

"Livre não sou, que nem a própria vida

Mo consente.

Mas a minha aguerrida

Teimosia

É quebrar dia a dia

Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.

Trago-a dentro de mim como um destino

E vão lá desdizer o sonho do menino

Que se afogou e flutua

Entre nenúfares de serenidade

Depois de ter a lua!"

in,Cântico do Homem

Miguel Torga

mais sobre a biblioteca
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Professora Bibliotecária
Ana Paula Gonçalves

Na grande biblioteca

"Na grande biblioteca os sábios sentam-se e lêem livros.

Eu sento-me no meio deles, mas não sei porquê.

De tempos a tempos um deles passa pelas brasas

E depois levanta-se para ir beber um café.

Eu deixo-me estar visto que sou o único entre eles que não sabe por que lê os livros empilhados à sua frente na secretária.

Lá fora o sol brilha, os esquilos saltitam no relvado e trepam pelas árvores.

Eu sento-me e leio.

Todos temos que fazer alguma coisa.

As pessoas passam na rua.

Têm coisas para fazer.

Eu leio e leio visto que não tenho mais nada para fazer, e o tempo passa devagar."

Jovan Hristic

Versão publicada por LP, “Do Trapézio, sem rede” às 14:02 a 9/Fev/2010 a partir da tradução inglesa de Charles Simic reproduzida em The Horse Has Six Legs - An anthology of serbian poetry, organização e tradução de Charles Simic, Graywolf Press, Saint Paul, 1992, p. 121

O Medo

"caminhar no deserto, reencontrar a magia das palavras e usá-las com maior ou menor inocência, como se as usássemos pela primeira vez, como se acabássemos de as desenterrar das areias. as palavras, esses oásis envelhecidos que me revestem o corpo como um trapo que sempre me tenha pertencido...

a partir desse momento acumulei infindáveis cadernos escritos; era esta a única maneira de remediar o medo e de não possuir nada, e de ter possuído tudo."

, Al Berto

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