11 Setembro 2009

Hoje que se lembra Nova Iorque de 2001, seria importante lembrar Santiago do Chile de 1973.

Seria interessante reler Memorial dos anos felizes, de Luís Sepúlveda, em memória de Salvador Allende e das vítimas desse 11 de Setembro.

 

“(…) A maior expressão cultural de um povo é a sua organização, e fomos um povo muito culto porque a nossa organização, polifacetada, plural, às vezes docemente anárquica, orientava-nos para a vida. O sonho de Salvador Allende era elevar a expectativa de vida dos chilenos para os níveis dos países desenvolvidos. O seu desafio pessoal era permitir que cada chileno tivesse vinte anos mais para desenvolver a sua capacidade criadora, o seu engenho, e para que a velhice deixasse de ser um espaço de miséria e derrota, e fosse, pelo contrário, a soma de uma experiência, a herança de um povo.

Numa entrevista com Roberto Rossellini, o companheiro Presidente conta-lhe que as suas mãos de médico tinham realizado mil e quinhentas autópsias, que as suas mãos de médico conheciam a atroz força da morte e a precária fortaleza da vida. Salvador Allende foi o líder mais preclaro da América Latina, a vida era a sua companhia, e a vida foi a nossa bandeira de luta.

(…) Queridas companheiras, queridos companheiros: não há maior honra do que a de ter sido companheiros de luta e de sonho como Salvador Allende. Não há maior orgulho do que esses mil dias liderados pelo companheiro Presidente (…)

                                  

excerto do artigo do escritor chileno Luís Sepúlveda   

(artigo publicado em 11.9.2003 no Jornal Público)

 

publicado por Biblo-ESARS às 22:25

Pensam, amigos e amigas, que trinta e cinco anos chegam para exterminar maneiras de pensar, de ser ou de agir?
Se assim o pensam estão muito enganado(a)s.
A salazarice está-nos colada à pele e basta pouco para que ela se manifeste. Qualquer aragem mais ditatorial, mais com jeito de "a bem da Nação" é, imediatamente, levada a sério. Logo se forma a teia sinistra: a bajulação, os pequenos poderes, a delação, a perseguição, os candidatos a tiranetes.
Portugal não conseguiu desligar-se de séculos de Inquisição e de meio século de salazarismo - está nos nossos genes: ficámos uma nação de hipócritas, de pulhas, de cobardes e de vendidos.
A discussão sobre o TGV cai, assim, por terra. Proponhamos um TGV que atravesse Portugal de lés-a-lés e vá abalroando tudo e todos, sem deixar ninguém de pé.
Depois as águas do Atlântico virão e farão a limpeza devida. Badajoz terá finalmente praias de areias douradas e o Tejo entrará sem constrangimentos no mar.

Fernando Rebelo
Biblo-ESARS a 16 de Setembro de 2009 às 00:26

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Ano Internacional da Astronomia

20 Julho 1969

40 anos depois de ter a Lua

Imagem da Terra no horizonte da Lua, a partir da nave Apollo 11. O terreno lunar retratado fica na área do mar de Smyth, do lado claro. Os astronautas Neil Armstrong e Aldrin desciam no módulo "Eagle" para explorar a região do Mar da Tranquilidade na Lua.

Fonte: Nasa

Antes da Lua, o espaço.

O soviético Yuri Alekseievitch Gagarin, em 12 de Abril de 1961 a bordo da nave Vostok-1, tornara-se o primeiro homem a viajar pelo espaço.

Conquista

"Livre não sou, que nem a própria vida

Mo consente.

Mas a minha aguerrida

Teimosia

É quebrar dia a dia

Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.

Trago-a dentro de mim como um destino

E vão lá desdizer o sonho do menino

Que se afogou e flutua

Entre nenúfares de serenidade

Depois de ter a lua!"

in,Cântico do Homem

Miguel Torga

mais sobre a biblioteca
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Professora Bibliotecária
Ana Paula Gonçalves

Na grande biblioteca

"Na grande biblioteca os sábios sentam-se e lêem livros.

Eu sento-me no meio deles, mas não sei porquê.

De tempos a tempos um deles passa pelas brasas

E depois levanta-se para ir beber um café.

Eu deixo-me estar visto que sou o único entre eles que não sabe por que lê os livros empilhados à sua frente na secretária.

Lá fora o sol brilha, os esquilos saltitam no relvado e trepam pelas árvores.

Eu sento-me e leio.

Todos temos que fazer alguma coisa.

As pessoas passam na rua.

Têm coisas para fazer.

Eu leio e leio visto que não tenho mais nada para fazer, e o tempo passa devagar."

Jovan Hristic

Versão publicada por LP, “Do Trapézio, sem rede” às 14:02 a 9/Fev/2010 a partir da tradução inglesa de Charles Simic reproduzida em The Horse Has Six Legs - An anthology of serbian poetry, organização e tradução de Charles Simic, Graywolf Press, Saint Paul, 1992, p. 121

O Medo

"caminhar no deserto, reencontrar a magia das palavras e usá-las com maior ou menor inocência, como se as usássemos pela primeira vez, como se acabássemos de as desenterrar das areias. as palavras, esses oásis envelhecidos que me revestem o corpo como um trapo que sempre me tenha pertencido...

a partir desse momento acumulei infindáveis cadernos escritos; era esta a única maneira de remediar o medo e de não possuir nada, e de ter possuído tudo."

, Al Berto

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